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Cirurgia de catarata
O que é a catarata, como a cirurgia é feita e o que acontece em cada etapa. Chegue à consulta sabendo o que perguntar.
O que é
A catarata é a perda progressiva da transparência do cristalino, a lente natural do olho. Com o tempo essa opacidade embaça a visão — como enxergar através de um vidro fosco.
Acontece com quase todo mundo com o passar dos anos. Também pode estar ligada a diabetes, ao uso prolongado de alguns medicamentos, a traumas no olho e, mais raramente, estar presente desde o nascimento.
Sinais que costumam aparecer
- Visão embaçada mesmo com os óculos atualizados
- Sensibilidade à luz e ofuscamento, como os faróis à noite
- Cores que parecem desbotadas ou amareladas
- Trocas frequentes do grau dos óculos
- Dificuldade para ler, dirigir ou reconhecer rostos
Só a avaliação com um oftalmologista confirma o diagnóstico e indica o momento certo do tratamento.
Por dentro
A cirurgia, por dentro do olho
Role a página e o desenho acompanha. Primeiro o olho inteiro, com o nome de cada parte; depois a câmera chega perto da frente do olho, onde a cirurgia acontece.
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O cristalino ficou opaco
O cristalino é a lente natural do olho. Ele fica logo atrás da íris, a parte colorida. Na catarata ele perde a transparência: a luz passa por ele como por um vidro fosco, se espalha e chega borrada à retina, no fundo do olho.
- 1 Córnea — a janela da frente
- 2 Íris — a parte colorida
- 3 Cristalino — a lente natural — aqui, opaca
- 4 Retina — onde a imagem se forma
- 5 Nervo óptico — leva a imagem ao cérebro
- 6 a luz entra
- No círculo do canto: o que a pessoa enxerga
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Uma abertura pequena na borda da córnea
A câmera chega perto da frente do olho, onde a cirurgia acontece. Com anestesia local e sedação, o cirurgião faz uma microincisão na borda da córnea. A lâmina entra no espaço entre a córnea e a íris, sem tocar a íris. É por essa abertura que os instrumentos entram.
- 1 Microincisão — na borda da córnea
- 2 lâmina
- 3 Câmara anterior — o espaço entre a córnea e a íris
- 4 Cristalino opaco
- 5 Córnea
- No círculo do canto: o que a pessoa enxerga
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O cristalino é quebrado e aspirado
Com a pupila dilatada, o cirurgião abre um círculo na parte da frente da cápsula — o saquinho transparente que envolve o cristalino. A ponta do facoemulsificador passa pela pupila e por essa abertura, quebra o cristalino em pedaços pequenos, com ultrassom, e aspira tudo. O resto da cápsula fica no lugar para receber a lente nova.
- 1 Facoemulsificador — a ponta quebra o cristalino com ultrassom
- 2 Abertura na cápsula
- 3 Pupila dilatada
- 4 Pedaços aspirados
- 5 A cápsula fica — o saquinho que envolvia a lente
- No círculo do canto: o que a pessoa enxerga
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A lente nova entra dobrada e se abre
A lente intraocular entra dobrada, pela mesma abertura, e se abre dentro da cápsula. As duas hastes a mantêm centrada. O grau dela foi calculado antes, na biometria.
- 1 Lente intraocular — entra dobrada e se abre
- 2 Hastes — mantêm a lente centrada
- 3 injetor
- No círculo do canto: o que a pessoa enxerga
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A luz volta a atravessar uma lente transparente
Com o cristalino opaco fora do caminho, a luz atravessa a lente nova até a retina, no fundo do olho.
- 1 Lente nova — transparente, no lugar do cristalino
- 2 A luz chega — nítida à retina
- No círculo do canto: o que a pessoa enxerga
A lente
É assim a lente que entra no olho
A lente intraocular é macia e transparente. O disco do meio faz o papel do cristalino e tem cerca de 6 milímetros; as duas hastes curvas seguram a lente no lugar. Ela entra dobrada por uma abertura pequena e se abre sozinha dentro do olho.
Hoje existem lentes monofocais, bifocais e trifocais, com custos diferentes. A monofocal dá foco em uma distância; as bifocais e trifocais, em duas ou três. A lente certa para você é indicada pelo seu médico, de forma personalizada. As bifocais e trifocais em geral não têm cobertura do plano de saúde.
Fotos de uma lente de modelo comum: Frank C. Müller, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 3.0. O modelo e o grau de cada lente são escolhidos pelo cirurgião, olho por olho.
Passo a passo
Como funciona, do primeiro exame ao controle
Quatro etapas, com a mesma equipe da primeira consulta à última revisão.
- Consulta com um médico da casa. O médico examina os seus olhos e diz se é caso de operar.
- Realização de todos os exames necessários. Biometria, microscopia especular, PAM e o que mais o caso pedir.
- Cirurgia e alta no mesmo dia. Com anestesia local e sedação, o cristalino opaco é fragmentado e aspirado por uma microincisão, e a lente intraocular entra no lugar.
- Nova consulta para controle. No pós-operatório você deverá usar colírios e retornar para as revisões com o seu médico.
Por aqui
O que muda em operar aqui
- Duas salas de cirurgia e uma de recuperação, dentro da clínica — sem deslocamento para hospital em outra cidade
- Biometria óptica e ultrassônica para calcular o grau da lente, microscopia especular para ver a córnea e OCT para a retina
- A mesma equipe do começo ao fim, da primeira consulta às revisões
- Capsulotomia YAG disponível na clínica, se a "catarata secundária" aparecer no futuro
Dúvidas
Dúvidas comuns sobre a cirurgia
Dói?
A anestesia é local com sedação e costuma ser bem tolerada. Algum desconforto leve pode aparecer depois, e a equipe acompanha.
Quanto tempo dura?
O procedimento em si costuma levar de 15 a 30 minutos. Conte um tempo maior de permanência para o preparo e a liberação.
Preciso ficar internado?
Em geral não. A cirurgia é ambulatorial e a alta sai no mesmo dia. É preciso vir com acompanhante.
Quando a visão melhora?
A recuperação varia de pessoa para pessoa e é acompanhada nas revisões.
O convênio cobre?
Depende do plano e do contrato. O setor de agendamento cirúrgico vai orientá-lo. As lentes bifocais e trifocais em geral não têm cobertura.
A catarata volta?
A catarata em si não volta, porque o cristalino opaco é removido. Em alguns casos a cápsula posterior opacifica — é a "catarata secundária", tratada aqui com laser YAG.