AUT
O que é
A autofluorescência capta a luz naturalmente emitida por certas substâncias da retina, gerando imagens que mostram a saúde do epitélio pigmentado — tudo sem uso de corante.
Para que serve
É útil no diagnóstico e no acompanhamento de doenças degenerativas da retina, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e algumas distrofias.
Como é feito
Semelhante à retinografia: o paciente apoia o rosto no aparelho e são feitas fotografias do fundo do olho com um filtro de luz específico. Indolor.
Preparo
Pode exigir dilatação da pupila, conforme orientação médica.
O brilho próprio
A mesma retina, vista com outra luz
Na autofluorescência, o aparelho ilumina o fundo do olho com uma luz azul e fotografa só o brilho fraquinho que a própria retina devolve, sem corante nenhum. Quem brilha é o epitélio pigmentado, uma camada de células que fica embaixo da retina e cuida dela. Arraste a cortina e compare com a foto colorida.
- Nervo óptico: claro na foto, escuro na autofluorescência. Ali não existe a camada de células que brilha.
- Vasos: escuros nas duas. O sangue barra o brilho que vem de baixo.
- Mácula: mais escura no centro da autofluorescência. Um pigmento amarelo natural da mácula filtra a luz azul.
- O que o médico procura: manchas mais claras ou mais escuras que o normal, que mostram onde essa camada de células mudou, como na DMRI (degeneração macular relacionada à idade).
A imagem cinza desta página é uma simulação, feita a partir da foto colorida para mostrar o que muda; não é o exame de um paciente. Foto de um fundo de olho saudável: Mikael Häggström, Wikimedia Commons, domínio público (CC0).